Araxá |
O nome da cidade é proveniente de uma tribo indígena - Araxás - que vivia no
extremo oeste de Minas Gerais. Em tupi-guarani, a palavra também significa "lugar onde primeiro se vê o sol". Os índios da tribo
Araxás tiveram o primeiro contato com o homem europeu ainda no século XVI e impediram a ocupação das terras da região por décadas.
No entanto a resistência durou apenas até o final do século XVIII, pois em 1759 o
bandeirante Bartolomeu Bueno do Prado dizimou a tribo. Os primeiros moradores chegaram à região de Araxá entre 1770 e 1780, depois que a
exploração do ouro já havia entrado em decadência nos povoados vizinhos.
Em 1791, foi criada a Freguesia de São Domingos do Araxá, que começou a crescer a
partir da primeira igreja matriz, concluída em 1800. Em 1820, foi construída a Igreja de São Sebastião. Na época, a localidade tornava-se
conhecida pela fertilidade da terra e pureza de suas águas. Araxá é transformada em vila em 1831 e posteriormente, em 1865, recebe o título de
cidade.
Foi em Araxá que nasceu Dona Beja, personagem ilustre da história da região. Quando
ainda era adolescente, a jovem Anna Jacintha de São José tornou-se cortesã do ouvidor real Joaquim Inácio Silveira Motta. Viveu cercada de luxo
e escravos, além de ser considerada uma das negociantes mais poderosas e respeitadas da cidade.
Segundo a lenda, ela gostava de tomar banho nas cachoeiras que ficam nos arredores
da cidade e a água mineral em que tomava banho seria o segredo de sua beleza. Atualmente, a casa de Dona Beja é abriga um museu, criado em 1965
por Assis Chateaubriand. |