| Angra dos Reis - História |
Angra dos Reis |
Na época do descobrimento do País, a região onde hoje está localizada Angra dos
Reis era habitada pelos índios da tribo Goianás. Os colonizadores chegaram à região somente em 1556 e logo formaram um povoado, que recebeu o
nome de Vila dos Reis Magos da Ilha Grande.
Possui um litoral recortado, com água cristalina nas enseadas em contraste com a
exuberante Mata Atlântica que cobre os morros. Até o século XVIII, o litoral de Angra era o escoadouro da produção de ouro proveniente de Minas
Gerais. Ali eram carregados os navios que levavam o metal precioso para a Europa.
Enquanto o porto da cidade era utilizado para a exportação pelos portugueses, nos
arredores de Angra surgiam fazendas de cana-de-açúcar e, posteriormente, café. Com a decadência do café, a economia local foi intensamente
prejudicada, especialmente no final do século XIX, quando foi inaugurada a estrada de ferro que liga Rio a São Paulo pelo Vale do Paraíba.
A partir de 1920, as áreas que antes eram ocupadas pelas plantações de café foram
cedendo lugar ao plantio da banana, que se tornou o principal produto agrícola da região. Nas décadas seguintes, Angra ganhou também fábricas de
beneficiamento de sardinha e uma reforma no porto, que passou a escoar a produção agrícola de Minas Gerais. Mais tarde, com as instalação da
Companhia Siderúrgica Nacional em Volta Redonda, o porto de Angra passou ser utilizado também para o transporte dos produtos da empresa.
No anos 70, Angra dos Reis foi escolhida para sediar oito usinas atômicas. Mas, até
hoje, foram construídas apenas duas, Angra I e Angra II. A cidade também sediava o Instituto Penal Cândido Mendes, em Ilha Grande, que funcionou
por muitos anos e foi completamente extinto em 1992. |