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Quem deu o nome de
Porto Seguro à cidade foi ninguém menos que Pero Vaz de Caminha. A esquadra de
Pedro Álvares Cabral procurava um lugar para aportar, quando passaram pelo local
e avistaram as imensas colônias de coral dessa parte do litoral baiano. Como o
mar era calmo, chamaram a região de "Porto Seguro".
No entanto, os portugueses
não atracaram ali justamente por causa dos corais. Continuaram até a praia de Coroa Vermelha, em Cabrália, onde permaneceram por 10 dias, antes de retornar à Europa.
Nas três décadas
seguintes, Portugal não se importou com a colonização do território brasileiro e
as expedições até o novo continente eram esporádicas. Em 1504, chegou à região
um grupo de portugueses mais dois padres franciscanos, que construíram a Igreja
da Glória, a primeira construída no Brasil, da qual hoje restam apenas ruínas.
Na época, os
portugueses até tentaram estabelecer uma aldeia na região para extrair
pau-brasil, porém, o pequeno povoado sofria muito com os constantes ataques dos
índios Aimoré, que acabaram por dizimar todos os moradores e destruir a igreja
construída por eles.
Portugal resolveu
colonizar a costa a partir de 1530, quando piratas saqueavam embarcações em
busca de pau-brasil e os espanhóis descobriram metais preciosos na América
espanhola. As novas terras foram divididas em capitanias hereditárias e a região
de Porto Seguro foi entregue para Pero de Campo Tourinho, que chegou à Bahia em
1535.
Pero de Campo
Tourinho fundou, então, o primeiro núcleo habitacional da região, chamado Nossa
Senhora da Pena, que hoje corresponde ao Centro Histórico de Porto Seguro. Ele
trouxe cerca de 600 pessoas, entre parentes e colonos, em duas caravelas. Apesar
da economia começar a crescer, com a lavoura e organização de expedições em
busca de pedras preciosas, os moradores do povoado continuavam a
sofrer ataques dos índios.
Tantos problemas
fizeram Portugal instalar, a partir de 1549, um governo geral em Salvador. Tomé
de Souza foi nomeado governador geral e trouxe consigo jesuítas para catequizar
os índios. Os padres, além de fixarem residência em Porto Seguro, fundaram
outras aldeias pela capitania: os atuais distritos de Trancoso e Arraial d'Ajuda.
Em 1760, o Marquês
de Pombal expulsou os jesuítas por causa da Guerra das Missões e tomou uma série
de decisões para revigorar a capitania. Mas a população continuou pobre e, a
partir do século XIX, Porto Seguro vivia apenas da pesca e da agricultura,
permanecendo assim por muito tempo.
A partir da década
de 1950, o governo começa a construir a estrada Rio-Bahia - ou BR-101. Apesar de
desenvolver a região, a construção da estrada fez com que grande parte da Mata
Atlântica que existia ali fosse devastada. Depois que a BR-101 foi finalizada na
década de 1970, Porto Seguro se tornou um dos destinos mais procurados por
turistas brasileiros e, com a construção de um aeroporto, também é visitado por
centenas de estrangeiros todos os anos.
Em 1976, todo
município de Porto Seguro, até mesmo os distritos de Arraial d'Ajuda e Trancoso,
foram tombados pelo Patrimônio Histórico Nacional.
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