
O
percurso de 110
quilômetros entre Curitiba e Paranaguá é feito em quatro horas. Porém, a estação
que fica em Paranaguá passa por reformas e não está aberta ao público. O
ponto final do trem de turismo é em Morretes até o término das obras.
Após deixar a
Estação de Curitiba, o trem passa pela Estação de Piraquara, cidade conhecida como
"Capital das Águas", pois lá estão mananciais que abastecem
Curitiba e a nascente do Rio Iguaçu, um dos rios que formam as Cataratas de
Foz do Iguaçu.
Já na serra, os
turistas passam pelo Túnel Roça Nova, o mais extenso de toda a Ferrovia, com 457
metros, e também o ponto mais alto da estrada, à 955 metros acima do mar.
Durante o trajeto são vistas grandes caixas-d'água que ajudavam
a resfriar a antiga "maria-fumaça" que percorria a estrada.
Depois, o trem cruza a antiga estação Banhado. Antigamente, as locomotivas
faziam manobras no lugar, que possuía também um café colonial. Próximo do local
está a Casa Ipiranga, que foi
erguida na época da construção da Ferrovia e servia de residência para
seus diretores, além de ter sido usada como alojamento de pessoas importantes da história do País, entre elas o imperador Dom Pedro II.
Antes de avistar o pico do Diabo, um dos rochedos mais altos da serra, e a
Garganta do Inferno, um precipício entre as montanhas, os turistas passam
pela cachoeira Véu de Noiva. No meio do passeio,
turistas que seguem na Litorina param no Santuário Nossa Senhora do
Cadeado, erguido em comemoração aos 80 anos da Ferrovia. Outro
ponto interessante é a Ponte São João,
que liga duas montanhas sobre uma fenda de 55 metros de altura e 110 metros de extensão.
O Viaduto Carvalho
vem em seguida. O Viaduto foi construído na encosta
da montanha sobre vigas de madeira. Hoje, após o aumento do trânsito de cargas e
turistas, as vigas de madeira foram substituídas por concreto. A sensação é de que o trem está voando,
pois não é possível ver a estrada de ferro na curva.
Próximo ao
pico do Marumbi, com mais de 1.540 metros, o
trem faz uma parada na Estação Marumbi, que servia de base para os trabalhadores na época da construção da
Ferrovia. Hoje, na Estação Marumbi funciona a administração do Parque Estadual Marumbi, muito procurado por
quem deseja fazer turismo ecológico. Dentro do parque está o chamado
Conjunto Marumbi, formado pelos picos Abrolhos, Torre dos
Sinos, Esfinge, Ponta do Tigre, o próprio Marumbi, Boa Vista e Facãozinho.
Outro ponto turístico da Ferrovia Curitiba - Paranaguá é o Porto de Cima, que
integra um pequeno povoado instalado no início da Serra. Foi fundamental para a
economia do século XVIII, servindo como ponto de referência para o comércio
entre o litoral e o interior do Paraná. Há muitas ruínas de engenhos e casas
históricas.
Três horas depois de deixar a Ferroviária de Curitiba, o trem chega a Morretes,
cidade histórica fundada em 1733. Localizada entre a Serra da
Graciosa e o litoral, Morretes é um destino procurado por praticantes de
ecoturismo, que podem percorrer trilhas e tomar banho nas cachoeiras da região.
Além de comer o tradicional Barreado, prato típico servido nos
restaurantes de Morretes, o turista também aprecia uma série de construções
históricas.
Mais uma hora de viagem e a locomotiva chega a Paranaguá, que em tupi-guarani
significa "Grande Mar Redondo". As principais construções históricas da cidade
são a Fortaleza Ilha do Mel, o Colégio dos Jesuítas e a Catedral, além de
casarões datados do século XVII.
Ao total, o trem
turístico passa quatro horas viajando para percorrer os
110 quilômetros entre Curitiba e Paranaguá. Apesar de parecer cansativo, o
passeio é belíssimo e as paisagens vislumbradas pelos turistas são
inesquecíveis. É definitivamente um passeio que vale à pena ser conferido.
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