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A história da cidade começa pouco depois do Descobrimento do Brasil, no
longínquo ano de 1534, quando as terras da Capitania dos Ilhéus foram doadas ao
português Jorge de Figueiredo Corrêa. A sede da capitania hereditária recebeu o
nome de Vila de São Jorge dos Ilhéus.
O desenvolvimento
econômico da vila superou as expectativas e, antes de 1560, São Jorge de Ilhéus
já produzia cana-de-açúcar. Além de não ter problemas em relação a dinheiro,
Ilhéus era um local tranqüilo. Os índios que habitavam a região chegaram até a
ajudar os colonos nas plantações e eram fundamentais para a defesa do litoral de
Ilhéus contra ataques de piratas.
A influência
indígena em Ilhéus não ficou limitada apenas ao trabalho braçal. Diversos
costumes foram herdados dos índios, que também afetaram o modo de falar e a
alimentação dos portugueses. Antes deles, os colonizadores não conheciam várias
frutas e não sabiam fazer farinha de milho e de mandioca.
Apesar do convívio
pacífico, o índio não aceitava ser escravizado. Foi um dos pontos que colaborou
para a implantação do tráfico de escravos na costa baiana ainda no final do
século XVI.
No século XVII,
Ilhéus entrou em decadência e não se desenvolvia mais como no resto do País.
Porém, a partir de 1754, a vila aos poucos voltou a crescer, pois com o fim das
capitanias hereditárias surgiu o plantio do cacau. As primeiras sementes da
planta foram trazidas do Pará e de outras localidades da região amazônica.
A partir do século
XX, a história de Ilhéus esteve muito ligada ao desenvolvimento das fazendas
produtoras de cacau. Houve uma época em que o governo brasileiro chegou a doar
terras para quem desejasse investir em plantações de cacau. A cidade passou a
receber vários migrantes provenientes de outras regiões do nordeste e a
população cresceu.
Durante a década de
1920, Ilhéus viveu o momento de maior prosperidade de sua história. Foi
construído o porto, o que promoveu a integração da cidade com o mundo. Vários
estrangeiros passaram a vir para a cidade, especialmente artistas,
proporcionando um intercâmbio cultural que influenciou de maneira positiva a
vida dos habitantes locais.
Essa é a época
retratada por Jorge Amado em seus romances. A cidade foi símbolo da prosperidade
dos "Barões do Cacau" até os anos 80, quando as plantações de Ilhéus foram
atacadas pela Vassoura de Bruxa, uma praga que destrói os cacaueiros. Apesar do
sufoco dos fazendeiros durante vários anos, atualmente a exploração do cacau
voltou a ser importante para a região, que hoje também investe no turismo.
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