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De um lado mar, de outro lagoas. A região em que Maceió está localizada sempre
foi um terreno extremamente úmido e propenso a enchentes. Por estar cercada de muita água, a porção de terra em que fica a cidade era chamada
pelos índios tupis de "maçaiok" e significa algo como "ponta que tapa o alagado". Toda a área pertencia à foz do Rio
Mundaú e foi lentamente fechada com o decorrer dos séculos.
As extensas plantações de cana-de-açúcar ao redor da cidade contribuem para a
paisagem peculiar de Maceió e estão ligadas com a vida da população. A localidade começou a crescer economicamente a partir do século XVII,
quando o cultivo da cana começou a prosperar. Até hoje, a cultura açucareira possui enorme importância para o Estado, o segundo maior produtor
do País, atrás apenas de São Paulo.
A cana-de-açúcar é tão presente na vida dos habitantes de Maceió, que a própria
cidade teve origem em um engenho. Uma pequena capela foi construída por moradores de uma fazenda, que contaram também com o financiamento de
proprietários de terras do interior para a construção de uma Casa de Câmara e Cadeia e um pelourinho. A região ficou conhecida como Largo da
Capela e passou a ser o núcleo do vilarejo, antes de receber o nome de Largo do Pelourinho. Atualmente, o Largo do Pelourinho é a Praça Dom
Pedro II.
Para escoar a produção de cana dos engenhos, as embarcações aportavam no
histórico bairro de Jaraguá. A área possuía inúmeros armazéns e galpões, onde eram guardados os estoques de algodão, cana e cereais. Um porto
foi construído ali, o que também colaborou para o crescimento da cidade a partir do bairro. O lugar está totalmente restaurado e possui os
bares e restaurantes mais badalados de Maceió.
No início do século XIX, em 1815, Maceió deixou de ser um simples povoado e
recebeu o título de Vila. Com a prosperidade financeira, o governo resolveu transferir para lá a capital do Estado de Alagoas, que antes
ficava em Marechal Deodoro.
Assim, em 1839, Maceió recebeu o título de capital ao mesmo tempo em que passava
a ser considerada um município. Foi então que mudanças na estrutura da cidade começaram a ocorrer. A antiga igreja de São Gonçalo foi demolida
para a construção da Catedral Nossa Senhora dos Prazeres. As antigas vielas foram alargadas e novas ruas e praças foram demarcadas.
Hoje, a capital vive basicamente da exploração da cana e do coco. Maceió também
investe em obras de infra-estrutura para incrementar o turismo, pois poucos lugares no Brasil e no mundo possuem tantos atrativos naturais. |