Centro Histórico de Mariana |
A data de fundação da cidade é 16 de julho de 1696, quando os bandeirantes
paulistas Miguel Garcia e Salvador Furtado descobriram ouro no Ribeirão Nossa Senhora do Carmo. O arraial que surgiu às margens do corrégo
transformou-se no que hoje é Mariana.
Desde os primórdios, a economia do povoado de Ribeirão do Carmo crescia conforme a
exploração do ouro. A chegada de aventureiros em busca de riqueza fez com que o local crescesse, assim como os conflitos pela posse das terras.
O primeiro confronto na região foi a Guerra dos Emboabas, quando paulistas e migrantes de outros estados entraram em combate. Para instaurar a
ordem na capitania, os portugueses nomearam governador da província o Capitão General Antônio de Albuquerque, com a Vila de Ribeirão do Carmo
sede do governo.
Permaneceu assim até 1720, quando perdeu o posto de capital para Vila Rica, hoje
Ouro Preto. Em 1745, foi elevada a cidade e recebeu o nome de Mariana em homenagem à rainha Dona Maria Ana D'Áustria, casada com Dom João V. No
mesmo ano, o Papa Bento XIV levou à cidade o primeiro Bispado de Minas Gerais, separando-se da diocese do Rio de Janeiro.
O primeiro Bispo de Mariana foi D. Frei Manoel da Cruz, que era Bispo do Maranhão e
fez o trajeto até a cidade mineira pelo interior, em uma viagem que demorou mais de 12 meses para ser realizada. Quando chegou a Mariana, foi
recebido com tamanha festa, que a comemoração entrou para a história.
A igreja ainda é importante para a cidade e sua influência está refletida na
religiosidade do povo. Possui menos monumentos e templos do que Ouro Preto, no entanto, a Catedral Basílica da Sé é uma das mais ricas igrejas
mineiras, construída em 1713 com arquitetura sóbria e interior decorado com obras de arte.
O conjunto urbano e paisagístico de Mariana é tombado desde 1945 e mantém-se
praticamente como era no período colonial, com ruas retas e quarteirões retangulares. |