Ouro Preto |
Em 1698, uma expedição de bandeirantes paulistas chegou a Minas Gerais à procura
de ouro. O metal já havia sido encontrado antes por aventureiros na Serra Sabarabuçu, o que atraiu uma enorme legião de homens dispostos a
arriscar a vida em busca de riqueza.
Assim, começaram a ser formados os primeiros arraiais, onde viviam os garimpeiros
e suas famílias de maneira precária. Não havia comida suficiente para todos, uma vez que atividades agropecuárias não eram exploradas. Na década
de 1710, poucos conseguiram permanecer no local. Tiveram de retornar às terras de origem por total falta de estrutura.
Após a Guerra dos Emboabas, entre 1708 e 1709, os povoados que mais tarde
transformaram-se nas cidades históricas do interior mineiro começaram a ganhar as primeiras edificações. Aos poucos, capelas foram erguidas em
sinal de devoção e agradecimento.
Vila Rica, atual Ouro Preto, surgiu em 1711, com a união desses pequenos arraiais.
Em 1720, torna-se capital de Minas Gerais, posição antes ocupada pelo Arraial de
Ribeirão do Carmo, hoje Mariana. A exploração do ouro chegou ao apogeu entre 1730 e 1760, quando o vilarejo viveu a fase mais gloriosa. Na época, foram construídos os palacetes
mais luxuosos. A partir de 1760, percebeu-se que as jazidas já estavam se esgotando e a dificuldade de extrair ouro só crescia.
Em 1789, a burguesia local resolveu conspirar e tramar uma conjuração mineira em
favor da libertação do País, proclamando a independência de Portugal. A Inconfidência Mineira, como ficou conhecido o movimento, foi frustrado
quando o coronel Joaquim Silvério Dos Reis delatou os companheiros, entre eles o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.
No início do século XIX, Vila Rica deixou de ser economicamente importante, mas
manteve a influência política. Em 1823, a vila foi elevada a cidade e recebeu o nome de Imperial Cidade de Ouro Preto. Permaneceu como capital
do estado de 1720 até 1897, quando Belo Horizonte foi finalmente inaugurada.
Se a mudança da capital fez Ouro Preto perder a importância política, também
auxiliou na preservação das casas e monumentos históricos. Existem cerca de 700 imóveis localizados no centro da cidade que são preservados
pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan. Em 1980, a cidade é reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade
pela Unesco. |