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Entre as espécies de piranhas, a vermelha é a mais comum. É conhecida também
como piranha-caju. Pertence à família da piranha-preta. Tem o corpo achatado. No dorso, a coloração é cinza, mas avermelhada na linha
lateral e na parte de cima da cabeça. Ocorre nas Bacias Amazônica, Araguaia-Tocantins, São Francisco, Prata e açudes do Nordeste, em lagos
e lagoas de águas barrentas, principalmente por ser uma espécie comum, que se alimenta de peixes.
Alcança até 30 centímetros de comprimento total. Em algumas regiões do Brasil,
ela é muito apreciada por ser ingrediente de uma famosa sopa considerada afrodisíaca, o caldo de piranha. É uma espécie que se alimenta
basicamente de peixes. É ironicamente considerada a maior protetora dos peixes, pois rouba inúmeras iscas e preserva os demais pescados, sem
deixar que sejam capturados exageradamente. Às vezes pode ser perigosa por ter muita força nas mandíbulas. Para pescá-la, o ideal é usar
pedaços de outros animais ou carne crua como isca.
As piranhas-vermelhas habitam a região do Pantanal com águas paradas. Ali,
permanecem atentas e prontas para atacar, pois se reúnem em grandes quantidades. Já a piranha-preta é encontrada predominantemente nas
Bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins. A coloração do peixe, quando adulto, varia do cinza para o preto. Já nos jovens as manchas escuras
predominam em um corpo mais claro. É a maior piranha da Amazônia, pode alcançar 40 centímetros de comprimento e três quilos.
Para a pesca, deve-se usar varas médias e o movimento de retirada do peixe
precisa ser feito com enorme cuidado para evitar qualquer tipo de acidente. As iscas utilizadas para pegar a piranha-preta são pedaços de
peixes e vísceras. No entanto, as artificiais, como plugs de superfície e meia água e colheres, também são aproveitadas, inclusive para as
vermelhas.
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