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O Pirarucu é considerado o maior peixe de escamas do mundo. Pode medir mais de dois
metros e exceder a marca dos 120 quilos. Uma característica predominante é a de subir à superfície em intervalos entre 10 e 20 minutos, para
engolir o ar e melhorar a respiração.
Tem corpo cumprido e redondo, com cabeça achatada. A coloração é verde e a cauda
vermelha. Por ser uma espécie em extinção, é comercializada apenas de forma clandestina. A distribuição geográfica ocorre nas bacias Amazônica e
Araguaia-Tocantis. Vive em lagoas e baías, locais prediletos, principalmente por se tratarem de águas rasas. Assim, o deslocamento ocorre de
maneira mais lenta. No período da seca, o Pirarucu é capaz de atravessar grandes distâncias em terra firme, apenas para procurar água.
É um fóssil vivo, pois a família existe sem modificações há mais de 100 milhões de
anos. As iscas artificiais mais utilizadas são os plugs de meia-água, que requerem um certo cuidado e habilidade do pescador. Já as iscas naturais,
como peixes, crustáceos, moluscos e anfíbios também são apropriadas para pescar o Pirarucu.
Há uma lenda que conta que o Pirarucu era um índio da tribo dos Uaiás. Era vaidoso,
egoísta, exercia um poder excessivo e adorava criticar os deuses. Um dia, enquanto seu pai visitava as tribos vizinhas, fez os índios da aldeia
como reféns e os executou sem nenhuma razão. O Deus Tupã resolveu puni-lo por causa da crueldade e chamou Xandoré, o demônio que odeia os homens,
para atirar relâmpagos no Pirarucu. O guerreiro foi atingido, mas recusou-se a pedir perdão. Ainda vivo, foi levado para o fundo do Rio Tocantins
e transformado em um peixe grande e escuro.
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