| São Luís - Construções Históricas - Palácio Cristo Rei |
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Fachada do Palácio Cristo Rei

Jardins do Palácio Cristo Rei |
O Palácio Cristo Rei foi construído em meados do século XIX e pode ser considerado
uma amostra da arquitetura barroca do século XIX. É composto de dois pavimentos. No andar térreo existe um enorme corredor de janelas laterais,
que favorecem a iluminação interna do ambiente, e o piso é feito de lajota de cerâmica. No andar superior há um balcão com sacada e piso em pedra
de cantaria. As grades de ferro têm detalhes talhados em pedra de lioz.
Foi erguido para servir de residência à família do comendador José Joaquim Teixeira
Vieira Belfort. Em 1900, a mansão foi vendida para o vice-cônsul norte-americano e banqueiro Joaquim Baptista do Prado, que faliu e cometeu
suicídio em 1908. O prédio foi a leilão e comprado pelo Coronel Francisco Xavier de Carvalho.
A família do coronel permaneceu no edifício até a década de 1920, quando o Palácio
Cristo Rei foi vendido para o Bispo Helvécio Gomes de Oliveira, que passou a alugar a construção para diferentes instituições, entre elas a Escola
de Jesuítas, a Escola de Aprendizes Marinheiros e a Escola Normal do Estado.
O atual nome do casarão - Cristo Rei - foi adotado quando o palácio se transformou
em sede do Arcebispado de São Luís, em 1953. Pouco tempo depois, a igreja cedeu o lugar para abrigar a Faculdade de Filosofia do Maranhão. Nos
anos 1970, a Universidade reformou o palácio e trouxe para o jardim do palacete um chafariz de origem inglesa, utilizado originalmente para o
abastecimento d'água em São Luís.
Em 1991, o edifício foi quase totalmente destruído em um incêndio. Na tragédia
também se perderam gravuras francesas que pertenciam ao acervo de Artur Azevedo, além de peças de porcelana do período colonial. Um ano depois,
o Palácio foi restaurado e hoje é sede do Memorial Cristo Rei, mantido pela Universidade Federal do Maranhão. |